O preço do papelão não é fixo. Ele sobe e desce conforme o momento do mercado, e quem gera o material pode fazer bastante para receber mais por ele. Veja o que pesa na conta.
O mercado define a base do preço
O papelão que a Reso compra vira matéria-prima para a indústria de papel. Por isso, o valor acompanha dois movimentos principais:
- Aquecimento da economia interna. Quando comércio e indústria produzem e vendem mais, cresce a demanda por embalagens novas — e a fábrica de papel precisa de mais aparas.
- Exportação de papelão reciclado. Quando o mercado externo compra mais aparas brasileiras, sobra menos aqui e o preço interno sobe. O contrário também acontece.
Esses fatores não estão no controle de quem gera o resíduo. Mas os próximos, sim.
O que está no seu controle
Seleção. Papelão misturado com plástico, isopor, fita, madeira ou lixo vale menos — parte do que pesou na balança não é papelão e vai ter que ser separado. Quanto mais limpo o material, melhor o preço.
Umidade. Papelão molhado ou úmido perde valor. A água pesa, mas não vale nada, e ainda compromete a fibra. Guarde o material em local coberto e seco.
Volume. Caixa montada é o principal erro. Ela ocupa muito espaço e onera o transporte: o caminhão viaja cheio de ar. Caixas desmontadas e empilhadas, ou enfardadas, ocupam uma fração do espaço — e isso se reflete no valor pago.
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